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quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

PESSOA, Fernando


O poeta é um fingidor.

Finge tão completamente

Que chega a fingir que é dor

A dor que deveras sente.


E os que lêem o que escreve,

Na dor lida sentem bem,

Não as duas que ele teve,

Mas só a que eles não têm.


E assim nas calhas de roda

Gira, a entreter a razão,

Esse comboio de corda

Que se chama coração.




27/11/1930

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Eu acordo pra trabalhar... Eu durmo pra trabalhar... Eu corro pra trabalhar


Eu às vezes fico a pensar
Em outra vida ou lugar
Estou cansado demais

Eu não tenho tempo de ter
O tempo livre de ser
De nada ter que fazer
É quando eu me encontro perdido
Nas coisas que eu criei
E eu não sei

Eu não vejo além da fumaça
O amor e as coisas livres, coloridas
Nada poluídas

Eu acordo pra trabalhar
Eu durmo pra trabalhar
Eu corro pra trabalhar

Eu não tenho tempo de ter
O tempo livre de ser
De nada ter que fazer
Eu não vejo além da fumaça que passa
E polui o ar
Eu nada sei

Eu não vejo além disso tudo
O amor e as coisas livres, coloridas
Nada poluídas

(Os Paralamas do Sucesso)

sábado, 13 de outubro de 2007

eu sei amar?!

hoje me disseram que o amor é o "fazer".
o sentir é só complemento do amor. aquilo que tu faz pelas pessoas que ama que é o AMAR!
se for assim, EU SEI AMAR.

conheço gente que discorda. então, sei lá.
mas acho que amar só pode ser (pela lógica, já que é o maior dos sentimentos) pensar primeiro no outro.
também acho egoísmo pensar que as pessoas que a gente ama são aquelas que têm de entender tudo, aceitar tudo e viver imaginando o quanto são importantes e amadas... é comodismo agir assim. não é "pensar no outro". é pensar em sí.


» ao som da banda Inmigrantes...

terça-feira, 9 de outubro de 2007

TROPA DE ELITE


Quem não assistiu uma cópia pirata que atire a primeira pedra...

Chega finalmente às telas do cinema, depois de meses como o campeão absoluto de vendas no mercado pirata de DVD, o aguardado "Tropa de Elite", de José Padilha. O filme estréia com 140 cópias, em São Paulo e no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira.
O restante do país ainda terá de aguardar até dia 12, que era a última data anteriormente anunciada para o lançamento.
No meio de setembro, "Tropa de Elite" chegou a ter uma estréia-relâmpago em Jundiaí, numa única sala e horário. O objetivo foi credenciar-se para concorrer à indicação para representar o Brasil na disputa de uma das cinco vagas no Oscar de filme estrangeiro. Mas o representante brasileiro acabou sendo "O Ano em que meus Pais Saíram de Férias", de Cao Hamburger.
Com a estréia comercial em grande escala, começa o grande desafio para o filme. Não se sabe ainda qual o impacto que terá na bilheteria a circulação pelo país de um número estimado pelo próprio diretor Padilha em 1 milhão de cópias piratas de "Tropa de Elite".

O roteiro de "Tropa de Elite" foi escrito pelo diretor José Padilha e também por Bráulio Mantovani (de "Cidade de Deus").
No filme, cria-se uma história fictícia, ambientada em 1997, quando se preparava uma nova visita do Papa João Paulo 2o ao Brasil. O protagonista é o capitão Nascimento (Wagner Moura), um policial que acredita no seu trabalho e tem a chance de uma promoção. Para comandar uma operação de "limpeza" de criminosos, Nascimento passa a chefiar a tropa que sobe o morro e fica cara a cara com os traficantes. O filme apresenta uma visão bastante radical e até negativa do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais). Mostra que, quando o batalhão sobe, a polícia convencional sai. O Bope só entra em ação para matar, como diz a letra de seu macabro hino de guerra: "Homem de preto, qual é a sua missão? É invadir favela, é deixar corpo no chão." O treinamento de seus integrantes não fica atrás em sadismo. Muitos desistem antes do final, sendo brutalizados e humilhados na saída.



www.tropadeeliteofilme.com.br


Para o controle dos morros, os integrantes do Bope valem-se inclusive de espancamentos e torturas. O procedimento mais comum é o quase sufocamento dos suspeitos com um saco plástico, para que revelem os paradeiros de seus chefes.
Ao mesmo tempo em que aumenta a violência de seus métodos, aumenta a crise pessoal de Nascimento. Afetado pela insônia e pela síndrome do pânico, ele toma remédios e apresenta um comportamento cada vez mais instável. Nem por isso seus superiores concordam em substituí-lo.
Um processo semelhante de brutalização atinge policiais sob seu comando, como Neto (Caio Junqueira) e André (André Ramiro).
"Tropa de Elite" toca em muitos temas explosivos: violência policial; a criação de uma elite ainda mais violenta dentro do Bope; a suposta conivência das ONGs com o tráfico para poderem instalar-se nas favelas e realizar ali um trabalho social; e até uma alegada cumplicidade da classe média com a exploração de crianças da favela, a partir do momento em que consome drogas no asfalto.
Todos esses assuntos já haviam sido de algum modo abordados antes pelo cinema brasileiro recente, em filmes como "Cidade de Deus", "Quase Dois Irmãos", "É Proibido Proibir" e o documentário "Notícias de uma Guerra Particular", entre outros. Mas nenhum, até agora, tinha tido tanto impacto.



(Por Neusa Barbosa, do Cineweb - O Globo)

quinta-feira, 4 de outubro de 2007


Em todos os dias que virão

O homem rico contará o seu dinheiro

Supondo que o dinheiro exista

Para ser contado

Em todos os dias que virão

O louco contará as suas histórias

Vendo em cada uma

Pedaços de um amor

Em todos os dias que virão

O tolo trará flores

Sonhando com as flores

E alguém para receber

Supondo que os sonhos não se vendem

O homem rico e o tolo contarão flores

Em todos os dias que virão

As portas estarão fechadas para estranhos

Supondo que as portas

Suportam todos os perigos

Supondo que os sonhos não se vendem

O homem rico e o tolo abrirão as portas


(Thedy, Veco)

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

mesmo assim eu fui à luta... eu quis PAGAR PRA VER!!!

eu me lembro muito bem,
como se fosse amanhã
o sol nascendo sem saber
o que iria iluminar
eu abri meu coração como se fosse um motor
e na hora de voltar
sobravam peças pelo chão

mesmo assim eu fui à luta...
eu quis pagar pra ver

aonde leva essa loucura
qual é a lógica do sistema
onde estavam as armas químicas
o que diziam os poemas

afinal de contaso que nos trouxe até aqui, medo ou coragem?
talvez nenhum dos dois
sopra o vento um carro passa pela praça
e já foi... já foi por acaso eu fui à luta... eu quis pagar pra ver


(armas químicas e poemas - engenheiros do hawaii)

terça-feira, 25 de setembro de 2007

AS PESSOAS MENTEM... AS PESSOAS MORREM... AS PESSOAS BEBEM... AS PESSOAS PENSAM QUE FAZEM POESIA...

a depressão é um poço mais fundo
que o fundo do poço mais fundo
é morte
é escuridão

mas a vontade não cessa
como diz a lenda
e o fundo do poço tem chão
para pisar
mais fundo para cavar
até sair no Japão

a depressão é vida
serenata dos pensamentos próprios
renascer de cinzas

um ranger de juntas enferrujadas
prontas para um novo banho de sol...


» Para o Ander...

domingo, 2 de setembro de 2007

A PONTE

4:45 da manhã e o telefone berrava ferindo a madrugada e me tirando de um sono nada tranqüilo.
- Alô!? murmurei, (nunca sei acordar de uma vez).
- Jajah?
- Hm?
- Acorda. Isto é realidade. Ouve as palavras mágicas: "Thedy, Nenhum de Nós, Thedy, Nenhum de Nós, Thedy..."
- Tá! Cala a boca! Já acordei. Que houve? Onde você está?
- Tudo bem. Estou em casa, não sou sonâmbulo.
- ha-ha-ha, retruquei.
Levantei devagar. Procurei meus óculos, peguei o blusão que estava no tapete e fui para o seu quarto. Entrei sem fazer barulho. A cama estava em ordem. Parecia que ele acabara de deitar, aliás, nos últimos dias ele não bagunçava a cama nem o sofá nem o quarto. Estava tão leve que parecia flutuar sobre as coisas. Ou tão pálido que as coisas já não o percebiam.
- Sonhei contigo.
- Ah. Que lindo. Que bom que você me ama tanto que nem dormindo quer ficar longe, respondi, mas aguenta até o sol nascer, tá? dei-lhe um beijo e disse boa noite!
- Segura esse sarcásmo doce, bicha-fora-do-corpo. Ainda não me conformo de você ter nascido mulher e essa alma de Drag... E esse cabelo esvoaçante? Tinha vento no corredor, né?!
Risadas bêbadas.
Deu saudade dos nossos porres que terminavam sempre numa bela vomitada no canteiro da José do Patrocínio ou no portão da casa dele. Bebemos uma vez depois que começou a tomar os remédios e ele foi parar na UTI. O médico disse que ele não poderia beber nada de álcool ou ácido nunca mais. Eu não bebi mais também.
A voz aguda disse: - Foi um sonho muito louco.
- Desde quando maconheiros como a gente, se é que somos mesmo gente, não tem sonhos "loucos"!?
- É sério! Esse foi diferente. Acordei assustado e ainda estou com medo.
- Me conta como foi, proferi sem pensar muito enquanto sentava numa cadeira do lado da cama.
- Ventava tanto que a gente não se ouvia bem. Era numa estradinha, como uma clareira, na verdade parecia ser um rastro, porque era preciso que ficássemos um atrás do outro. Fazia calor. Estávamos cansados, tão cansados que eu me arrastava e chorava de dor. Era uma floresta desconhecida e anoitecia de pressa. Ouvíamos um som de águas correntes que ficava cada vez mais forte na direção em que andávamos. Antes de começar a chover avistamos uma ponte de madeira e corda. Era uma ponte muito velha e próxima dum riacho que parecia ser fundo. Era sujo e eu vi umas pedras com limo em alguns lugares. E eu pensava que não daria tempo mesmo assim.
- Tempo de quê? perguntei.
- Não sei. Tento lembrar, mas não faço idéia para onde estávamos indo. Mas você e eu tínhamos muita pressa. Aí você correu na minha frente e eu até senti medo porque pensei que ia ficar para trás. Sabe desespero de sonho? Quando a voz abafa e você quer gritar mas ninguém ouve?... Mas você voltou mais rápido ainda e me levou até a ponte. Disse que era melhor atravessar logo porque ia chover e se demorássemos mais não chegaríamos a tempo.
- Então não era eu, eu disse rindo, você sabe que não sei nadar e morro de medo de cair na água. Não caminho sobre pinguelas.
Ele me olhou como se não fosse mais ele que estivesse alí e sim um anjo branco, de mãos muito finas e brancas, vestido de branco naquele quarto que tinha cheiros brancos. Acho que tinha uma lágrima no seu olho, ou era o meu que tinha e eu não percebi.
- Você disse que não tinha mais medo porque agora sabia voar. E se nós caíssemos você voaria comigo nos braços.
Um nó enorme na garganta que desceu seco até o estômago onde caiu e ficou queimando as tripas, os rins, o fígado, tudo por dentro. Eu voava e te carregava? Queria te levar agora para o céu. Com minhas asas de cigarra...
Segurei forte na sua mão suada e fria, fechei os olhos e sussurrei confirmando o segredo de minhas asas escondidas: - Atravessa comigo a ponte.

(:Jajá Martiny:)

quarta-feira, 29 de agosto de 2007


quarta-feira, 22 de agosto de 2007

AMA AS TUAS ROSAS


Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.

A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-próprios.

Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.

Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te.
A resposta
Está além dos deuses.

Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.

(Ricardo Reis)

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

ASSINEM


terça-feira, 7 de agosto de 2007

... e o que é o amor? EU SEI!

FELIZ ANIVERSÁRIO, S.E.R. DO MEU CORAÇÃO!!!




Eu não pedi pra nascerEu não nasci pra perderNem vou sobrar de vitimaDas circunstanciasEu tô plugado na vidaEu tô curando a feridaAs vezes eu me sintoUma bala perdidaVocê é bem como euConhece o que é ser assimSó que dessa historiaNinguém sabe o fimVocê não leva pra casaE só faz o querEu sou seu homemVocê é minha mulherE a gente vive juntoE a gente se dá bemNão desejamos mal a quase ninguémE a gente vai a lutaE conhece a dorConsiderando justaToda forma de amor

sexta-feira, 27 de julho de 2007

NÃO SE DISCUTE

Vontade de não fazer nada...
Só olhar o movimento das árvores aqui do LaSalle coloridas por este sol tímido. Queria viver num mundo mais livre... Me enche o saco, às vezes, falar com quem sei que não gosta de mim, falar com quem não gosto, vestir roupas que não quero, ir em festas quando estou com mau-humor, ler livros desinteressantes, rir de piadas idiotas...

Aqui na biblioteca é OUTRO MUNDO, certamente.
Eu era bem criança ainda e ficava imaginando estórias mágicas, de livros encantados e fantasmas que habitavam a Biblioteca da minha primeira escola. Num descuido, vez ou outra, viajo entre os mistérios das entantes esperando algum livro envolvido em poção ou com alguma maldição saltar das prateleiras direto à mim. E quando aberto me engole para suas páginas muito velhas, numa nuvem prateada igual a dos desenhos. Talvez eu até voe, porque, provavelmente, seja este o meio de transporte naquele mundo. Deve até tocar uma musiquinha de fadas que se escondem envergonhadas nas folhagens. E eles devem temer alguma grande voz. Feroz e turbulenta que chega sempre sem aviso, vinda da floresta, onde fadas, anões e cavalos-alados nunca vão. E quando me assusto da voz eles fazem sinal de silêncio com os dedinhos na frente da boca para que eu tenha cuidado. Quem sabe se com meu conhecimento de tantas fábulas eu possa ajudá-los. E juntos, voando coloridos, nós descobrimos no final que o monstro não passava de ilusão que a nossa ingenuidade infantil não via maldade. E depois de "todos vivendo felizes para sempre" eles viriam me visitar, iluminando alguns caminhos negros e sem música desta realidade interminável que foi escrita a garranchos por um "autor desconhecido". Que ninguém ousa questionar, corrigir, debater.
"Não se discute", eles dizem.

Só queria viver num mundo mais livre...

quinta-feira, 26 de julho de 2007

FELICIDADES, Poeta





terça-feira, 24 de julho de 2007

ASSIS BRASIL

Conheça a biblioteca ideal do escritor Assis Brasil
Por L&PM Editores


Poucos conseguem imprimir seu universo particular de maneira tão apaixonada e fiel quanto o gaúcho Luiz Antonio de Assis Brasil, aclamado por críticos e leitores como um dos mais expressivos autores da literatura do Rio Grande do Sul. “O que mais caracteriza meus romances é o fato de os temas estarem ligados ao Sul”, reconhece o escritor. “Não ao Sul épico ou ao Sul-clichê, mas o Sul que nada mais é do que uma fração da Humanidade, em que estão representadas todas as modalidades e contingências da vida. O porquê dessa fixação? Porque sou do Sul. É o meu espaço existencial.”


Nascido em 1945 na cidade de Porto Alegre, onde se doutorou em Letras pela PUC-RS, Assis Brasil comenta que, desde criança, sempre foi um leitor ávido. “Acho que isso decorreu, em parte, de minha infância algo ‘protegida’ por meus pais. O livro, para mim, era fonte de liberdade e imaginação. E o que foi determinante: tive uma excelente formação secundária no colégio Anchieta, com os padres jesuítas, que estimulavam a leitura e os debates calorosos a respeito dos temas. Esse universo me fascinou – a descoberta dos clássicos (o primeiro foi Eça de Queiróz; o segundo, Flaubert), o estudo de Homero, Cervantes, Shakespeare, Victor Hugo...”
A trajetória profissional do escritor teve início em 1974, quando se recuperava de um sério problema de saúde. O primeiro livro, Um quarto de légua em quadro, planejado inicialmente para ser uma obra histórica sobre o povoamento açoriano do Rio Grande do Sul (ele é descendente de açorianos por parte de pai e mãe), acabou virando um romance. Atualmente com 18 livros publicados, o autor constata que seu estilo passou por uma sensível evolução nos últimos cinco anos. O pintor de retratos (que, junto com Luiz Ruffato, recebeu o prêmio Machado de Assis em 2001), A margem imóvel do rio (premiado em 2004, em diversas posições, com o Jabuti, Portugal Telecom e como livro do ano pela Associação Gaúcha de Escritores) e Música perdida (lançado em 2006) refletem esse novo momento, com uma prosa mais concisa e grande força literária.


“O tempo e a prática ajudam a encontrar os caminhos”, diz. “Depois de escrever vários livros utilizando uma linguagem extensa, de longos períodos gramaticais, senti que aquilo já não satisfazia minha expectativa de produção literária. A partir de O pintor de retratos meu processo criativo tomou novos rumos. Foi uma mudança não apenas estética, mas também de conteúdo, que teve origem quando abri, ao acaso, Cantares del mio Cid. Descobri, nesse texto medieval, a maior economia verbal que já havia encontrado. Por quais caminhos andou a literatura, que esqueceu essa lição?”
A essencialidade, a seu ver, é o que define uma boa obra. “Eis aí a melhor virtude de um texto narrativo ou poético. Escreve-se demais, elaboram-se excessivos monólogos interiores, fluxos de consciência, diálogos circulares, descrições supérfluas, que só aborrecem o leitor. Além disso, há outros fatores que contribuem para a qualidade, como a busca da palavra certa, fugir dos lugares-comuns que não levam a parte alguma, o cuidado com a sonoridade e o conteúdo da frase.”
Coordenador da Oficina de Criação Literária na Pós-Graduação em Letras da PUC-RS, na qual já estiveram grandes nomes da literatura gaúcha, como Daniel Galera, Amilcar Bettega, Clarah Averbuck, Letícia Wierzchowski, Michel Laub e Cíntia Moscovich, Assis Brasil considera que, para ser proveitosa, a leitura deve ser verdadeira. Ou seja, ela não deve ser confundida com mera ilustração ou passatempo. A literatura, conforme ressalta, deve exigir do leitor um esforço para ir além do texto e mergulhar nas intenções subterrâneas do autor, o que é bastante recompensador.
“A literatura oferece a possibilidade de criar universos imaginários, dando-lhes uma roupagem verossímil. Surpreende-me, sempre, como uma ficção pode nos ensinar algo sobre o mundo, mais até do que os livros científicos”, observa. “Literatura é uma arte, mas é também uma forma de conhecer a vida. É a possibilidade de aumentar os horizontes e de buscar respostas para as grandes questões do homem. Todo leitor é alguém que deseja ser diferente. Não apenas é mais sensível, como também mais sábio. E a sabedoria é um grande conforto.”

Entre as obras contemporâneas (ou quase-contemporâneas) que considera mais interessantes, o escritor recomenda:


O náufrago, de Thomas Bernhard. É o exemplo perfeito de uma história bem contada, que nos remete à eterna luta entre o talento, o desejo e tudo o que existe para contrapor-se. Mostra o imaginário de um músico obcecado por uma certa música, no caso, as As variações Goldberg, de Bach.
O perdido, de Hans-Ulrich Treichel. Belíssima história situada na Alemanha atual, mas que busca nas perdas da Grande Guerra uma forma de absolver-se do passado (e do presente).
A senhora Beate e seu filho, de Arthur Schnitzler. Uma narrativa extraordinária de uma relação afetiva entre mãe e filho, uma relação destruidora e patética.
Cidade de vidro, de Paul Auster, autor que me surpreende cada vez mais. Embora seja dos mais antigos, este livro contém, num estado mais puro, toda a temática que depois ele desenvolveria.
Freud, de René Major e Chantal Talagrand. Mais que apenas uma biografia, este é um instigante estudo da personalidade múltipla do criador da psicanálise, em sintonia com sua obra. Raramente se consegue ler algo tão completo e tão pensado como uma integralidade.
Finalmente, o recém-‘relançado’ A fera na selva, de Henry James, sobre o amor e a impossibilidade de amar, com tradução impecável de Fernando Sabino. Quando a personagem percebe que o amor, ‘essa fera na selva’, ataca a pessoa amada, já é tarde... De tudo o que li, esta é a novela que mais impressionou.

Fonte: Livraria Cultura

terça-feira, 17 de julho de 2007

NENHUM ABRINDO OS CÉUS DE SAMPA

NENHUM DE NÓS EM SÃO PAULO NESTA TERÇA


Local: Teatro Popular do SESI
Horário: Terça-feira às 20 horas
Duração: Aproximadamente 80 minutos
Capacidade: 456 lugares
Ingressos: Preço promocional R$ 3,00 (promoção não cumulativa - não dá direito a meia entrada). Vendas na bilheteria do teatro ou pela Ticketmaster, (11) 6846-6000 ou http://www.ticketmaster.com.br/


O repertório do show Nenhum a céu aberto contará com sucessos Camila, Vou Deixar que você se vá e Amanhã ou Depois da banda gaúcha.
Com mais de 20 anos de carreira, o grupo tem seu trabalho voltado para as tradições rock e folck com absorção de elementos regionais.
O álbum Acústico ao Vivo foi um dos mais vendidos de sua carreira e premiado pela ABPM com disco de ouro em 2000, mesmo sucesso obtido quatro anos depois com o CD Acústico 2. O quinteto é formado por Thedy Correa (baixo e vocal), Carlos Stein (guitarra), Sady Homrich (bateria), Veco Marques (violões, guitarra e bandolim) e João Vicenti (teclados e acordeão).

quinta-feira, 12 de julho de 2007

o amor virá quando tudo isso passar...

Eu acho que todo mundo tem o direito de ser como é.
Eu acho que se alguém não está feliz não tem o direito de transferir sua infelicidade aos outros.
Eu acho também que todo mundo deve pensar antes de falar.
Qualquer coisa..
Eu acho que quando a gente ouve algo que não gosta não tem o direito de dizer o que bem entende.
Eu queria saber ser invisível... Havengar!
Eu acho que se um casamento não deu certo seus sacrifícios por ele nada tem a ver com o resultado... afinal, não deu certo mesmo.
Eu acho que um filho indesejado em um casamento de fachada nada tem a ver com o fracasso de uma vida toda de alguém. - Me indiciem por homicídio culposo kkkk (aquele sem a intenção de matar)

Eu acho que tem gente demais dormindo com os pés pra fora...

E eu não estou nem aí...
Está frio pra caramba... e eu vou ver o show do IRA! amanhã.

Beijos!



... o que a foto tem a ver com tudo isso???
- NADA... e por isso mesmo está aqui!

"Estamos divididos entre a noite e o dia. Os infelizes e os que querem acreditar. Divididos entre os que amam profundamente. E os que amam não amar. Estamos divididos. E por isso, perdidos. Entre cabos, fios e sinais. Estamos divididos. Afastados uns dos outros. Distantes dos iguais. Estamos separados. Por cordas, braços e estradas. Estamos separados. Por fronteiras e pecados. Estamos separados. Por saídas e entradas. DIVIDIDOS SEPARADOS. O amor virá. Quando tudo isso passar. Estamos divididos. Entre o hoje e o amanhã. O que foi e o que ainda virá. Divididos. Entre profundos e superficiais. Insensíveis e os que sentem demais. Estamos separados. Por cordas, braços e estradas. Estamos separados. Por fronteiras e pecados. Estamos separados. Por saídas e entradas. DIVIDIDOS SEPARADOS. O amor virá. Quando tudo isso passar"

(Thedy Corrêa)

terça-feira, 10 de julho de 2007

Um dia mais ou menos....


Chuva...

Lama...

Frio...


Lan House legal...



terça-feira, 3 de julho de 2007

Strange Days

Strange days have found us.
Strange days have tracked us down.
They're going to destroy
Our casual joys.
We shall go on playing or find another town.
Yeah! Strange eyes fill strange rooms.
Voices will signal their tired end.
The hostess is grinning.
Her guests sleep from sinning.
Hear me talk of sin and you know this is it.
Yeah! Strange days have found us
And through their strange hours
We linger alone,
Bodies confused, memories misused,
As we run from the day
To a strange night of stone.


(The Doors) - Jim morreu em 3 de julho de 1974...

segunda-feira, 2 de julho de 2007


Acordei com uma vontade de saber como eu ia
E como ia meu mundo
Descobri que além de ser um anjo eu tenho cinco inimigos
Preciso de uma casa para minha velhice
Porém preciso de dinheiro pra fazer investimentos
Preciso às vezes ser durão
Pois eu sou muito sentimental meu amor
Preciso falar com alguém que precise de alguém
Prá falar também
Preciso mandar um cartão postal para o exterior
Prá meu amigo Big Joney
Preciso falar com aquela menina de rosa
Pois preciso de inspiração
Preciso ver uma vitória do meu time
Se for possível vê-lo campeão
Preciso ter fé em Deus
E me cuidar e olhar minha família
Preciso de carinho pois eu quero ser compreendido
Preciso saber que dia e hora ela passa por aqui
E se ela ainda gosta de mim
Preciso saber urgentemente
Porque é proibido pisar na grama
(Jorge Ben)

uma, duas, três... paciência

Hoje acordei sem vontade de falar nadaaaaaaaaaaaaa.


Mas...


Saí correndo...

Consegui pegar o trem certo. Cheguei na estação Mercado. Eu realmente tinha pressa, e eu não costumo ter pressa, e uma velhinha, mas velhinha mesmo, andava beeeeem devagar à minha frente. Aí eu pensei: "por que será que quando a gente está com pressa sempre aparece uma velhinha???"

Mas consegui, junto com outros apressados, ultrapassar a velhinha.

Mas na frente da velhinha, existiam agora, DUAS NOVAS VELHINHAS!

E eu, comigo mesma: "não! por que quando a gente está com pressa aparecem tantas velhinhas??"...

Mas, assim como muitos apressados e atrasados de segunda-feira, também ultrapassei as novas-duas-velhinhas...


Mas de surpresa, na frente das novas-duas-velhinhas existia uma moça, muito moça, com necessidades físicas especiais... um par de muletas enorme... muita dificuldade de locomoção... muito mais lenta que todas as velhinhas do caminho...


E eu não pensei mais nada seguindo pacientemente atrás delas todas até a saída...



terça-feira, 26 de junho de 2007

"controlando a minha maluquez..."

Um dia muito chato... o legítimo "chove mas não molha".


A aula de filosofia ensinava a pensar... mas o professor fez questão de dar ênfase que "existem coisas que é melhor a gente não saber, mesmo..."


A aula de sociologia costuma ser minha predileta. Claro, quando o professor não vai. E ele nunca vai... Hoje, com essa chuva não foi diferente. A educação deste país está indo muito bem.


Filosofia, Sociologia, Psicologia em escola pública.


Liberdade!


Mas na real, estar dentro da sala de aula, desde os tempos de minhas primeiras letras sempre fez parecer que o mundo atrás da janela é mais interessante. É vivo. Colorido... mesmo nos dias mais cinzas.


Ouço buzinas enquanto assino uma redação sobre "o que eu faria se fosse presidenta da nossa República". "Eu seria professora", digo para mim mesma. Por que me sobraria tempo para tal. Já que o Presidente me parece um personagem mais fictício do que os da Turma da Mônica...


Pelo menos a Turma da Mônica ensina alguma coisa e nos diverte. E eles são bem bonitinhos.

:)


Mas deixando isso pra lá e voltando pra cá, onde estou agora. Pesquisava na net livros infantis. E encontrei alguns que li e que me acompanham até hoje, por tudo que me deixaram impresso na memória e em emoções quando os li.


Minha mais antiga lembrança literária é "O Menino Maluquinho", do Ziraldo. Quem não conhece? Passam-se os anos, décadas de literatura de ótima qualidade, mas o Menino Maluquinho me mostra mais do que todo esse amontoado de informações e "filosofias" um mundo coerente, limpo, feliz e POSSÍVEL... sempre POSSÍVEL...


"ERA UMA VEZ O MENINO MALUQUINHO... ELE TINHA O OLHO MAIOR QUE A BARRIGA... FOGO NO RABO... E VENTO NOS PÉS..."



terça-feira, 19 de junho de 2007

inunde a minha vida...

vou sair em "férias urbanas"...
quero limpar os armários do meu pensamento. uma bagunça por aqui.
grandes sacos de lixo já estão aguardando, os maiores que encontrei. tudo o que não tem importância vai "cair fora", ou melhor, eu vou chutar pra fora!
cabeça pequena demais...
dores grandes demais...
= incoerência.
bom para as coisas maravilhosas que vão ter mais espaço dentro de mim agora...

terça-feira, 12 de junho de 2007

acredita em mim só mais esta vez...

"O amor é o ridículo da vida. A gente procura nele uma pureza impossível, uma pureza que está sempre se pondo.

A vida veio e me levou com ela.

Sorte é se abandonar e aceitar essa vaga ideia de paraiso que nos persegue, bonita e breve, como borboletas que só vivem 24 horas.
Morrer não doi"

(Cazuza)

terça-feira, 29 de maio de 2007

Thedy Corrêa no desjejum de Santa Cruz...

Mal desponta o dia e o Thedy, carregando para o frio o seu Bruto de sempre apontará o nariz gelado na XX Feira do Livro de Santa Cruz do Sul.

O evento reune diversas atrações de 02/06 até 10/06/2007. Na clássica Praça Getúlio Vargas, no centro da cidade.

O encontro com o Thedy acontece dia 05/06, às 9 horas da manhã.... sim.
O pessoal vai estar lá!!! De cuecão, neh?!!!!!!!

..:: HORÁRIOS DE FUNCIONAMENTO DA FEIRA ::..

2ª a 6ª - Feira – 8h30 às 19h

Sábados - 9 h às 18 h

Domingos - 14 h às 19 h

..:: Confira as atrações ::..

Sábado - 02/069h - Início das Atividades da XX FEIRA DO LIVRO DE SANTA CRUZ DO SUL.10h às 18h – Mateada com a ervateira Ximango10h - Cerimônia de Abertura Oficial 10h30 – Peça teatral A SALAMANCA DO JARAU, da obra de Simões Lopes Neto, pelo grupo Circo de Bolso.15h - Lançamento do livro de crônicas “Unisc: Uma Trajetória e Muitas Lembranças - Volume 4” com participação da organizadora Maria Hoppe Kipper. Editora Edunisc. 15h30 – Encontro com a autora Moina Fairon Rech que autografa o livro “Tobi, Um Cãozinho Esperto” (edição bilíngüe Português/Inglês);16h30 - Literatura dramatizada “O CONTADOR”, com o ator Neidmar Roger.
Domingo - 03/0614h às 19 h - Mateada com ervateira Ximango15h - Literatura dramatizada “O CONTADOR”, com o ator Neidmar Roger 16h - Encontro e sessão de autógrafos com o poeta FABRÍCIO CARPINEJAR17h30 - Peça teatral A SALAMANCA DO JARAU, da obra de Simões Lopes Neto, pelo grupo Circo de Bolso.
Segunda - 04/068h30 - Animação cultural com Roger Castro 9h15 - Encontro com o escritor ALEX RIGEL com performance teatral “Adeus Sarita”10h30 – Literatura dramatizada “O CONTADOR”, com o ator Neidmar Roger. 13h45 - Animação cultural com Roger Castro14h30 - Encontro com o escritor ALEX RIGEL com performance teatral “Adeus Sarita”19h30 – Palestra/debate “A ilustração na imprensa e na literatura” , com o jornalista e cartunista SANTIAGO. Projeto Saideira. Coordenação: Departamento de Comunicação Social da UNISC. Ingresso grátis. Local: Auditório do Colégio São Luís
Terça - 5/06 - Dia Mundial do Meio Ambiente 8h30 – Animação cultural e narração de histórias com Roger Castro 9h – Encontro com o escritor e músico THEDY CORREA, vocalista da banda Nenhum de Nós e autor do livro “Bruto”. 10h30 – Encontro com a autora e conversa ambiental para crianças "Dona Florita faz Amigos", com ROSALI KELLERMANN.13h45 - Animação cultural com Roger Castro 14h15 - Encontro e sessão de autógrafos com o escritor DILAN CAMARGO19h30 – Palestra com o escritor MOACYR SCLIAR, patrono da XX Feira do Livro de Santa Cruz do Sul com o tema “Ler é Um Espetáculo”. Local: Auditório do Colégio São Luís
Quarta - 06/068h30 - Animação cultural com Roger Castro 9h15 – Encontro e sessão de autógrafos com o escritor DILAN CAMARGO10h – Encontro com o escritor MARLON DE ALMEIDA. 13h45 – Animação cultural com Roger Castro14h15 - Encontro com o escritor MARLON DE ALMEIDA. 15h – Encontro e narração de histórias com a autora VALQUÍRIA AYRES GARCIA
Quinta - 07/069h às 18h – Mateada com ervateira Ximango9h30 – Animação cultural com Roger Castro10h– Encontro com a escritora e contadora de histórias VALQUÍRIA AYRES GARCIA11h – Literatura dramatizada “O CONTADOR”, com o ator Neidmar Roger. 14h30 – Animação cultural com Roger Castro15h15 – Encontro e roda de poesia com o escritor e brincadeiro MÁRIO PIRATA17h - Literatura dramatizada “O Contador”, com o ator NEIDMAR ROGER.
Sexta - 08/068h30 - Animação cultural com Roger Castro9h15 - Encontro e sessão de autógrafos com a escritora GLÁUCIA DE SOUZA.13h45 - Animação cultural com Roger Castro14h15 - Encontro e sessão de autógrafos com a escritora GLÁUCIA DE SOUZA.
Sábado - 09/0610h às 18h - Mateada com a ervateira Ximango10h30 – Encontro com a autora VILMA VIANA, com lançamento do livro “O Ventre da Maria Fumaça”14h30 – Sarau literário sob a coordenação do escritor e mágico Eric Chartiot e sessão coletiva de autógrafos com os autores e respectivas obras a seguir: Valquíria Ayres Garcia,“O Sapo Sapoffe”; Vilma Viana, “O Ventre da Maria Fumaça”; José Emir de Souza Soares, “Primavera Permanente”; Claudete Sulzbacher, “Panorâmicas Palavras”; Isabel Mueller, “Alumbramento”; Aline Tonini, “Como é Viver nos EUA”; Guido Kuhn, “Um Homem de Fibra”; Odilon Blank, “Galileu Galilei”; André Saut, “A Lenda da Gota de Orvalho”; José Alberto Wenzel, “Migalha Inteira”.
Domingo – 10/0614h às 19h – Mateada com a ervateira Ximango15h30 - Literatura dramatizada “O CONTADOR”, com o ator Neidmar Roger. 16h – Teatro de rua TILL com grupo Viramundos, da UPF (Passo Fundo). Local: Quadra da Marechal Floriano, em frente à praça. 17h – Show musical “Tradições Contemporâneas”, projeto Sonora Brasil com o Grupo de Percussão da Universidade Federal da Bahia.19h – Encerramento da XX FEIRA DO LIVRO DE SANTA CRUZ DO SUL Última Atualização ( 29 de May de 2007 )

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Prêmio TIM de música 2007

Nesta última quarta-feira, dia 16 de maio, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro aconteceu a entrega do Prêmio TIM de Música.
Bem no fundo, acho uma premiação "bla-bla-blá"... Mas sempre tem algum benefício se a gente forçar a vista...
Para mim, a única coisa que valeu foi na categoria MPB... Trabalhos dignos de prêmios! Até o TIM...

Veja, alguns dos trabalhos que achei que valia a pena citar. A lista completa pode ser vista no http://musica.terra.com.br/interna/0,,OI1620222-EI1267,00.html - do Terra.

- Categoria Projeto Visual
Maria Bethânia, disco Pirata - Gringo Cardia (Biscoito Fino)

- Categoria Revelação
Marcos Tardelli (Biscoito Fino)

- Categoria MPB
Melhor disco: Mar de Sophia, de Maria Bethânia, produtor Moogie Canazio (Biscoito Fino)
Melhor grupo: Chicas (Quem vai comprar nosso barulho - Independente)
Melhor Cantora: Maria Bethânia Mar de Sophia e Pirata - Biscoito Fino)

- Categoria Pop/Rock
Melhor disco: Cê, de Caetano Veloso, produtores Pedro Sá e Moreno Veloso (Universal)
Melhor cantor: Caetano Veloso
Melhor cantora: Marisa Monte (Infinito Particular - EMI)

- Voto Popular
Cantora: Marisa Monte

segunda-feira, 7 de maio de 2007

La Revancha del Tango



Um som que eu não consigo parar de ouvir!!!






O Gotan Project é formado por um trio composto por um argentino, um francês e um suíço. Juntos, eles transformaram a boa e velha música de Gardel através de incorporações da eletrônica. A inusitada mistura de bandolins, piano, violino, guitarra e voz sobre bases sintéticas agradaram ao público.


No site do trio tem músicas e vídeos.


-> Gotan ProjectEn el 2006, parece una obviedad. Y sin embargo, apenas cinco años atrás ¿quién hubiera anunciado el éxito rotundo de Gotan Project?Demos marcha atrás, hasta la génesis de la historia. En 1998, el guitarrista Eduardo Makaroff conoce a Philippe Cohen-Solal, músico y fundador del sello discográfico ¡Ya Basta! En aquel entonces, este último trabajaba con el suizo Christoph H Müller. Uno viene de Buenos Aires, se destacó en el mundo del rock, pero mamó tango. Los otros dos son socios desde hace algunos años, escultores de vinilo y artífices de sonidos. A ellos debemos, entre otras cosas, "The Boyz From Brazil", una bomba para las pistas de baile. Así, deciden poner en común sus habilidades con el fin de elaborar una síntesis inédita, entre tango y música electrónica. Se dan un nombre: Gotan, inversión de las sílabas de "tango", en alusión al modo de hablar que se usa tanto en París como en Buenos Aires. ¿Cómo introducir los procedimientos de producción del home-studio en el rígido sistema del tango? A través de la experimentación en torno a algunos clásicos, empezando por "Vuelvo Al Sur" de Astor Piazzolla, compositor que supo imponer el nuevo tango. Deciden quedarse con su espíritu, más allá de las letras. Convocan luego a un equipo de expertos: una española que se las trae, una violinista de formación clásica, amante del jazz, un par de argentinos de París, como Nini Flores en bandoneón y Gustavo Beytelmann al piano. Esta elección será clave para abordar el desafío rítmico con las conexiones adecuadas. Y, por su parte, el dub será el factor de unión indispensable. Tras algunas pruebas, se logra "Vuelvo Al Sur", a la que sigue un lado B, "El Capitalismo Foráneo". Este primer maxi pronto se convertirá en un clásico para muchos DJ. Se suceden varios títulos más, como "Tríptico", "Santa María (del Buen Ayre)", etc. Ya es hora de que el trío lance su primer álbum. Entonces aparece "La Revancha Del Tango", en el año 2001. El disco dará la vuelta al globo y Gotan Project iniciará un periplo que lo lleva a pisar los escenarios del mundo entero, desde Japón hasta Estados Unidos. Entre un aeropuerto y otro piensan en el próximo paso. ¿Qué hacer una vez pasada la sorpresa? Retomar el camino, precisamente donde lo habían dejado y, a partir de allí, seguir adentrándose cada vez más en las profundidades de la tradición, para extraerle nuevos rumbos. La ambición de este segundo álbum se entiende desde esta perspectiva. En los últimos cinco años, el trío ha aprendido mucho, junto a los mejores, sin perder el impulso que los lleva a intentarlo todo. Han tomado distancia, el envión indispensable para proyectarse aún más lejos.En este disco, son los mismos pero diferentes. Ya lo anuncia el título del primer single: "Diferente". ¿Qué ha cambiado entonces? Para empezar, una visión más amplia de la historia, del repertorio. A partir de "La Revancha Del Tango", ellos mismos forman parte del asunto, suscitando vocaciones "electrónicas" desde Oslo hasta Buenos Aires. Esta vez, son los únicos compositores de unos pretextos melódicos que se inspiran de los más grandes de todos los tiempos, entre ellos, Carlos Gardel, quien les sopla el título del álbum, "Lunático". Dicho de otro modo, se afirman como autores-compositores, sin dejar de lado ese talento para hacer bailar las máquinas. En aras de la variedad, Gotan Project ha invitado a grandes personalidades que demuestran la extrema versatilidad que puede adquirir el tango en 2006. Tango golpeado, tango declamado, tango cantado, tango desfasado, tango visitado con Calexico... El abanico de posibilidades incita a rever todo juicio apresurado acerca de esta melancolía hecha música. Para este nuevo álbum, el trío ha reforzado su colaboración con el pianista Gustavo Beytelmann, un argentino que vive en París desde hace más de 25 años, reconocido por su escritura y su gusto por la aventura. Esta vez se le han encargado los arreglos para cuerdas, violines y violoncelos, que se grabaron en el mítico estudio Ion, en Buenos Aires. Por eso ofrece vibraciones acústicas de gran calidad. Por eso este segundo opus tiene un contorno más cinematográfico... Sin alejarse del formato canción. Resultado: "Lunático" multiplica los discursos. Desde las palabras pronunciadas por Cáceres, desde aquellas proclamadas por Jimi Santos - dos modos de reivindicar las raíces negras de Argentina - hasta el rap plagado de citas al mejor estilo tanguero... Sin olvidar las canciones dulce-amargas que interpreta Cristina Vilallonga. No, definitivamente el tango no ha dicho su última palabra.

[ Do site oficial www.gotanproject.com ]

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Caio Fernando Abreu

Exato para um dia como hoje...


DOIS OU TRÊS ALMOÇOS. UNS SILÊNCIOS.

Fragmentos disso que chamamos de "minha vida".


*** *** ***


Há alguns dias, Deus — ou isso que chamamos assim, tão descuidadamente, de Deus —, enviou-me certo presente ambíguo: uma possibilidade de amor. Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, de amor. E você sabe a que me refiro.

Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer — eu já estava lá dentro. E estar dentro daquilo era bom. Não me entenda mal — não aconteceu qualquer intimidade dessas que você certamente imagina. Na verdade, não aconteceu quase nada. Dois ou três almoços, uns silêncios. Fragmentos disso que chamamos, com aquele mesmo descuido, de "minha vida". Outros fragmentos, daquela "outra vida". De repente cruzadas ali, por puro mistério, sobre as toalhas brancas e os copos de vinho ou água, entre casquinhas de pão e cinzeiros cheios que os garçons rapidamente esvaziavam para que nos sentíssemos limpos. E nos sentíamos.

Por trás do que acontecia, eu redescobria magias sem susto algum. E de repente me sentia protegido, você sabe como: a vida toda, esses pedacinhos desconexos, se armavam de outro jeito, fazendo sentido. Nada de mal me aconteceria, tinha certeza, enquanto estivesse dentro do campo magnético daquela outra pessoa. Os olhos da outra pessoa me olhavam e me reconheciam como outra pessoa, e suavemente faziam perguntas, investigavam terrenos: ah você não come açúcar, ah você não bebe uísque, ah você é do signo de Libra. Traçando esboços, os dois. Tateando traços difusos, vagas promessas.

Nunca mais sair do centro daquele espaço para as duras ruas anônimas. Nunca mais sair daquele colo quente que é ter uma face para outra pessoa que também tem uma face para você, no meio da tralha desimportante e sem rosto de cada dia atravancando o coração. Mas no quarto, quinto dia, um trecho obsessivo do conto de Clarice Lispector "Tentação" na cabeça estonteada de encanto: "Mas ambos estavam comprometidos. Ele, com sua natureza aprisionada. Ela, com sua infância impossível". Cito de memória, não sei se correto. Fala no encontro de uma menina ruiva, sentada num degrau às três da tarde, com um cão basset também ruivo, que passa acorrentado. Ele pára. Os dois se olham. Cintilam, prometidos. A dona o puxa. Ele se vai. E nada acontece.

De mais a mais, eu não queria. Seria preciso forjar climas, insinuar convites, servir vinhos, acender velas, fazer caras. Para talvez ouvir não. A não ser que soprasse tanto vento que velejasse por si. Não velejou. Além disso, sem perceber, eu estava dentro da aprendizagem solitária do não-pedir. Só compreendi dias depois, quando um amigo me falou — descuidado, também — em pequenas epifanias. Miudinhas, quase pífias revelações de Deus feito jóias encravadas no dia-a-dia.

Era isso — aquela outra vida, inesperadamente misturada à minha, olhando a minha opaca vida com os mesmos olhos atentos com que eu a olhava: uma pequena epifania. Em seguida vieram o tempo, a distância, a poeira soprando. Mas eu trouxe de lá a memória de qualquer coisa macia que tem me alimentado nestes dias seguintes de ausência e fome. Sobretudo à noite, aos domingos. Recuperei um jeito de fumar olhando para trás das janelas, vendo o que ninguém veria.

Atrás das janelas, retomo esse momento de mel e sangue que Deus colocou tão rápido, e com tanta delicadeza, frente aos meus olhos há tanto tempo incapazes de ver: uma possibilidade de amor. Curvo a cabeça, agradecido. E se estendo a mão, no meio da poeira de dentro de mim, posso tocar também em outra coisa. Essa pequena epifania. Com corpo e face. Que reponho devagar, traço a traço, quando estou só e tenho medo. Sorrio, então. E quase paro de sentir fome.


(Publicado no jornal "O Estado de S. Paulo", 22/04/1986)

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Ira! e o Invisível DJ

Ira! volta às inéditas com disco de "rock maduro"

Seis anos depois de Entre Seus Rins, o Ira! volta às inéditas com Invisível DJ. O disco, como define o guitarrista Edgard Scandurra, é de rock maduro. "A gente não se finge de menino", diz o músico quarentão. Scandurra é autor de quase todas as canções, muitas delas compostas durante suas últimas férias. "Já fiz muita música desse jeito. Desta vez, houve até uma pressão para lançarmos o disco. Então tivemos de produzir bastante", conta. "Antes de entrarmos em estúdio, tínhamos um repertório pequeno", segue.
O rock rural Mariana Foi Pro Mar, por exemplo, entrou em cima da hora. Já La Luna Llena, faixa em espanhol que fecha o trabalho, teve letra originalmente digitada em um celular para que a idéia não fosse perdida. "Já fiz isso em outras vezes", fala Scandurra.


Apesar do empenho do músico em criar, fato que acentua a faceta madura do CD, a música de trabalho - Eu Vou Tentar - foi composta por um jovem roqueiro: Rodrigo Koala. O rapaz é líder do Hateen e autor de alguns os sucessos do CPM 22, como Irreversível.
"Hoje eu consigo falar de pop sem torcer o nariz. Mas era impossível. Acho que por causa do lance do espírito roqueiro", diz o guitarrista, explicando o lado híbrido do disco.
Na tentativa de atrair o público para o disco original, o Ira! caprichou na parte gráfica, com um encarte completo e conceitual. "Acho que esse é um dos atrativos para se ter o disco e não apenas o MP3", aposta Edgard.
(Terra Música - terra.com.br - 25/04/2007)

segunda-feira, 16 de abril de 2007


"Cartola" tem a ousadia de ser simples, cronológico, sofisticado e poético. É um filme que se aproxima do seu principal objeto, o compositor e sambista, que, sem ser letrado, fez canções e versos dignos de um imortal.
Cartola, um artista do subúrbio carioca cuja obra é uma ponte cultural que liga um país dividido socialmente, empresta a biografia para os diretores Hilton Lacerda e Lírio Ferreira contarem, sobre um ângulo original, parte da história da Mangueira, do Rio e da nossa música do século passado. As imagens de arquivos resgatam longas-metragens, reportagens e entrevistas nas quais o sambista e o samba são os focos. O testemunhal é composto de pessoas que conviveram com Cartola e outras que fazem parte do cotidiano da comunidade da Mangueira, além de críticos, de historiadores, de cantores, de músicos e de compositores.O pernambucano Lírio Ferreira, autor de dois longas-metragens de ficção, volta a trabalhar, ao lado de Hilton Lacerda, com a linguagem mais documental em “Cartola”, filme que recria as emoções e a história do compositor mangueirense. Lírio é o diretor dos premiados “Baile perfumado” e “Árido Movie”. Já Hilton Lacerda, que participou de perto do processo de renovação do cinema pernambucano dos últimos dez anos, assina, com o amigo Lírio Ferreira, a sua obra mais autoral. “Cartola” é o primeiro longa-metragem do diretor. Ele é o roteirista de “Baile Perfumado”, de Paulo Caldas e Lírio Ferreira, e “Amarelo Manga”, de Cláudio Assis. Um pouquinho da história...Cartola, carioca do Catete, nasceu no em 11 de outubro de 1908, o mesmo ano em que morreu outro gênio da arte nacional, Machado de Assis. Depois de viver durante três anos em Laranjeiras, saiu da Zona Sul e foi morar na Mangueira aos 11 anos. O bairro classe média e o morro deram régua e compasso para os versos e as canções do compositor.Até os 15 anos, Cartola viveu com a família e freqüentou escolas de ensino clássicas. Com a morte da mãe, deixou as duas instituições e passou a ter lições de boemia.
O apelido Cartola de Angenor de Oliveira nasceu no canteiro de obra. Como pedreiro, o compositor usava sempre um chapéu para impedir que o cimento sujasse a cabeça. Fundou em 1925, com seu amigo Carlos Cachaça, o Bloco dos Arengueiros. Era a semente da G.R.E.S. Estação Primeira de Mangueira, que surgiu em 28 de abril de 1928 da fusão desse e de outros blocos da região. O próprio Cartola escolheu o nome e as cores da agremiação. A estréia da Verde e Rosa na avenida foi embalada pelo o primeiro samba com a assinatura de Angenor de Oliveira. Era “Chega de Demanda”, composto em 1928 e só gravado por Cartola em 1974, no LP “História das escolas de samba: Mangueira”. Em 1931, o nome do compositor chega em outros territórios. Na década de 60, já vivendo com Eusébia Silva do Nascimento, a Dona Zica, eles fizeram uma pequena “revolução” gastronômica e musical na cidade. Depois, em 1964, a matriz do samba mudou de endereço para o restaurante Zicartola, na Rua da Carioca. A casa fez história com a cozinha comandada por Zica, que ajudava na inspiração de grandes sambistas do morro e de jovens compositores da geração pós bossa-nova. Só na Terceira Idade, aos 66 anos, o mestre gravou seu primeiro LP, “Cartola”. O disco conquistou vários prêmios. Dois anos depois, lançou o segundo com o mesmo título do anterior. O sambista ganhou destaque na TV em 1977: a Rede Globo exibiu um programa “Brasil Especial” dedicado a Cartola. Audiência era crescente na tela e no palco. Em setembro do mesmo ano, lançou o terceiro disco-solo: “Cartola – Verde que te quero rosa”.O quarto LP (“Cartola – 70 anos”) chega ao mercado em 1979.
Aos 70 anos é diagnosticado um câncer no compositor. Cartola morre vítima da doença, em 30 de novembro de 1980.
Entre composições próprias e de parceiras, Cartola deixou mais de 500 obras.
(Revista Raiz - revistaraiz.com.br - 02/04/07)
..::EM PORTO ALEGRE::..
O filme "Cartola" está em Cartaz no Santander Cultural.
Acessem horários em www.santandercultural.com.br

terça-feira, 10 de abril de 2007

Thedy Corrêa na Feira do Livro de Santa Maria




















No dia 16/05/2007 o escritor Thedy Corrêa é o convidado do Livro Livre para participar de um bate-papo aberto na Feira do Livro de Santa Maria, RS.

O evento Livro Livre acontece sempre às 19 horas na Praça Saldanha Marinho.

A feira de 2007 acontece entre os dias 5 e 17 de maio.




Confira outras atrações:

- 04/05 Homenagem da Academia Santa-mariense de Letras a Ignez Sofia Vargas e bate-papo com os patronos Elias Monteiro e Vitor Biasoli.
- 05/05 Bate-papo com Márcia Tiburi.
- 06/05 Show musical A La Pucha! música e humor com Ricardo Freire e a participação do grupo de risco: Elias, Maucio, Byrata e Orlando.
- 07, 08 e 09/05 Comentários das obras do vestibular da UFSM 2008
- 10/05 Bate-papo com Armindo Trevisan.
- 11/05 Bate-papo com David Coimbra.
- 12/05 Cineclube Lanterinha Aurélio.
- 13/05 Show musical com Isa Martins.
- 14/05 Bate-papo com Jane Tutikian.
- 15/05 Bate-papo com Luis Antônio Assis Brasil.
- 16/05 Bate-papo com Thedy Correa.
- 17/05 Apresentação do coral da Apusm, marcando o início das comemorações dos 150 anos de Santa Maria.

Nenhum de Nós

Nenhum de Nós