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quinta-feira, 26 de abril de 2007

Ira! e o Invisível DJ

Ira! volta às inéditas com disco de "rock maduro"

Seis anos depois de Entre Seus Rins, o Ira! volta às inéditas com Invisível DJ. O disco, como define o guitarrista Edgard Scandurra, é de rock maduro. "A gente não se finge de menino", diz o músico quarentão. Scandurra é autor de quase todas as canções, muitas delas compostas durante suas últimas férias. "Já fiz muita música desse jeito. Desta vez, houve até uma pressão para lançarmos o disco. Então tivemos de produzir bastante", conta. "Antes de entrarmos em estúdio, tínhamos um repertório pequeno", segue.
O rock rural Mariana Foi Pro Mar, por exemplo, entrou em cima da hora. Já La Luna Llena, faixa em espanhol que fecha o trabalho, teve letra originalmente digitada em um celular para que a idéia não fosse perdida. "Já fiz isso em outras vezes", fala Scandurra.


Apesar do empenho do músico em criar, fato que acentua a faceta madura do CD, a música de trabalho - Eu Vou Tentar - foi composta por um jovem roqueiro: Rodrigo Koala. O rapaz é líder do Hateen e autor de alguns os sucessos do CPM 22, como Irreversível.
"Hoje eu consigo falar de pop sem torcer o nariz. Mas era impossível. Acho que por causa do lance do espírito roqueiro", diz o guitarrista, explicando o lado híbrido do disco.
Na tentativa de atrair o público para o disco original, o Ira! caprichou na parte gráfica, com um encarte completo e conceitual. "Acho que esse é um dos atrativos para se ter o disco e não apenas o MP3", aposta Edgard.
(Terra Música - terra.com.br - 25/04/2007)

segunda-feira, 16 de abril de 2007


"Cartola" tem a ousadia de ser simples, cronológico, sofisticado e poético. É um filme que se aproxima do seu principal objeto, o compositor e sambista, que, sem ser letrado, fez canções e versos dignos de um imortal.
Cartola, um artista do subúrbio carioca cuja obra é uma ponte cultural que liga um país dividido socialmente, empresta a biografia para os diretores Hilton Lacerda e Lírio Ferreira contarem, sobre um ângulo original, parte da história da Mangueira, do Rio e da nossa música do século passado. As imagens de arquivos resgatam longas-metragens, reportagens e entrevistas nas quais o sambista e o samba são os focos. O testemunhal é composto de pessoas que conviveram com Cartola e outras que fazem parte do cotidiano da comunidade da Mangueira, além de críticos, de historiadores, de cantores, de músicos e de compositores.O pernambucano Lírio Ferreira, autor de dois longas-metragens de ficção, volta a trabalhar, ao lado de Hilton Lacerda, com a linguagem mais documental em “Cartola”, filme que recria as emoções e a história do compositor mangueirense. Lírio é o diretor dos premiados “Baile perfumado” e “Árido Movie”. Já Hilton Lacerda, que participou de perto do processo de renovação do cinema pernambucano dos últimos dez anos, assina, com o amigo Lírio Ferreira, a sua obra mais autoral. “Cartola” é o primeiro longa-metragem do diretor. Ele é o roteirista de “Baile Perfumado”, de Paulo Caldas e Lírio Ferreira, e “Amarelo Manga”, de Cláudio Assis. Um pouquinho da história...Cartola, carioca do Catete, nasceu no em 11 de outubro de 1908, o mesmo ano em que morreu outro gênio da arte nacional, Machado de Assis. Depois de viver durante três anos em Laranjeiras, saiu da Zona Sul e foi morar na Mangueira aos 11 anos. O bairro classe média e o morro deram régua e compasso para os versos e as canções do compositor.Até os 15 anos, Cartola viveu com a família e freqüentou escolas de ensino clássicas. Com a morte da mãe, deixou as duas instituições e passou a ter lições de boemia.
O apelido Cartola de Angenor de Oliveira nasceu no canteiro de obra. Como pedreiro, o compositor usava sempre um chapéu para impedir que o cimento sujasse a cabeça. Fundou em 1925, com seu amigo Carlos Cachaça, o Bloco dos Arengueiros. Era a semente da G.R.E.S. Estação Primeira de Mangueira, que surgiu em 28 de abril de 1928 da fusão desse e de outros blocos da região. O próprio Cartola escolheu o nome e as cores da agremiação. A estréia da Verde e Rosa na avenida foi embalada pelo o primeiro samba com a assinatura de Angenor de Oliveira. Era “Chega de Demanda”, composto em 1928 e só gravado por Cartola em 1974, no LP “História das escolas de samba: Mangueira”. Em 1931, o nome do compositor chega em outros territórios. Na década de 60, já vivendo com Eusébia Silva do Nascimento, a Dona Zica, eles fizeram uma pequena “revolução” gastronômica e musical na cidade. Depois, em 1964, a matriz do samba mudou de endereço para o restaurante Zicartola, na Rua da Carioca. A casa fez história com a cozinha comandada por Zica, que ajudava na inspiração de grandes sambistas do morro e de jovens compositores da geração pós bossa-nova. Só na Terceira Idade, aos 66 anos, o mestre gravou seu primeiro LP, “Cartola”. O disco conquistou vários prêmios. Dois anos depois, lançou o segundo com o mesmo título do anterior. O sambista ganhou destaque na TV em 1977: a Rede Globo exibiu um programa “Brasil Especial” dedicado a Cartola. Audiência era crescente na tela e no palco. Em setembro do mesmo ano, lançou o terceiro disco-solo: “Cartola – Verde que te quero rosa”.O quarto LP (“Cartola – 70 anos”) chega ao mercado em 1979.
Aos 70 anos é diagnosticado um câncer no compositor. Cartola morre vítima da doença, em 30 de novembro de 1980.
Entre composições próprias e de parceiras, Cartola deixou mais de 500 obras.
(Revista Raiz - revistaraiz.com.br - 02/04/07)
..::EM PORTO ALEGRE::..
O filme "Cartola" está em Cartaz no Santander Cultural.
Acessem horários em www.santandercultural.com.br

terça-feira, 10 de abril de 2007

Thedy Corrêa na Feira do Livro de Santa Maria




















No dia 16/05/2007 o escritor Thedy Corrêa é o convidado do Livro Livre para participar de um bate-papo aberto na Feira do Livro de Santa Maria, RS.

O evento Livro Livre acontece sempre às 19 horas na Praça Saldanha Marinho.

A feira de 2007 acontece entre os dias 5 e 17 de maio.




Confira outras atrações:

- 04/05 Homenagem da Academia Santa-mariense de Letras a Ignez Sofia Vargas e bate-papo com os patronos Elias Monteiro e Vitor Biasoli.
- 05/05 Bate-papo com Márcia Tiburi.
- 06/05 Show musical A La Pucha! música e humor com Ricardo Freire e a participação do grupo de risco: Elias, Maucio, Byrata e Orlando.
- 07, 08 e 09/05 Comentários das obras do vestibular da UFSM 2008
- 10/05 Bate-papo com Armindo Trevisan.
- 11/05 Bate-papo com David Coimbra.
- 12/05 Cineclube Lanterinha Aurélio.
- 13/05 Show musical com Isa Martins.
- 14/05 Bate-papo com Jane Tutikian.
- 15/05 Bate-papo com Luis Antônio Assis Brasil.
- 16/05 Bate-papo com Thedy Correa.
- 17/05 Apresentação do coral da Apusm, marcando o início das comemorações dos 150 anos de Santa Maria.

Nenhum de Nós

Nenhum de Nós