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terça-feira, 29 de maio de 2007

Thedy Corrêa no desjejum de Santa Cruz...

Mal desponta o dia e o Thedy, carregando para o frio o seu Bruto de sempre apontará o nariz gelado na XX Feira do Livro de Santa Cruz do Sul.

O evento reune diversas atrações de 02/06 até 10/06/2007. Na clássica Praça Getúlio Vargas, no centro da cidade.

O encontro com o Thedy acontece dia 05/06, às 9 horas da manhã.... sim.
O pessoal vai estar lá!!! De cuecão, neh?!!!!!!!

..:: HORÁRIOS DE FUNCIONAMENTO DA FEIRA ::..

2ª a 6ª - Feira – 8h30 às 19h

Sábados - 9 h às 18 h

Domingos - 14 h às 19 h

..:: Confira as atrações ::..

Sábado - 02/069h - Início das Atividades da XX FEIRA DO LIVRO DE SANTA CRUZ DO SUL.10h às 18h – Mateada com a ervateira Ximango10h - Cerimônia de Abertura Oficial 10h30 – Peça teatral A SALAMANCA DO JARAU, da obra de Simões Lopes Neto, pelo grupo Circo de Bolso.15h - Lançamento do livro de crônicas “Unisc: Uma Trajetória e Muitas Lembranças - Volume 4” com participação da organizadora Maria Hoppe Kipper. Editora Edunisc. 15h30 – Encontro com a autora Moina Fairon Rech que autografa o livro “Tobi, Um Cãozinho Esperto” (edição bilíngüe Português/Inglês);16h30 - Literatura dramatizada “O CONTADOR”, com o ator Neidmar Roger.
Domingo - 03/0614h às 19 h - Mateada com ervateira Ximango15h - Literatura dramatizada “O CONTADOR”, com o ator Neidmar Roger 16h - Encontro e sessão de autógrafos com o poeta FABRÍCIO CARPINEJAR17h30 - Peça teatral A SALAMANCA DO JARAU, da obra de Simões Lopes Neto, pelo grupo Circo de Bolso.
Segunda - 04/068h30 - Animação cultural com Roger Castro 9h15 - Encontro com o escritor ALEX RIGEL com performance teatral “Adeus Sarita”10h30 – Literatura dramatizada “O CONTADOR”, com o ator Neidmar Roger. 13h45 - Animação cultural com Roger Castro14h30 - Encontro com o escritor ALEX RIGEL com performance teatral “Adeus Sarita”19h30 – Palestra/debate “A ilustração na imprensa e na literatura” , com o jornalista e cartunista SANTIAGO. Projeto Saideira. Coordenação: Departamento de Comunicação Social da UNISC. Ingresso grátis. Local: Auditório do Colégio São Luís
Terça - 5/06 - Dia Mundial do Meio Ambiente 8h30 – Animação cultural e narração de histórias com Roger Castro 9h – Encontro com o escritor e músico THEDY CORREA, vocalista da banda Nenhum de Nós e autor do livro “Bruto”. 10h30 – Encontro com a autora e conversa ambiental para crianças "Dona Florita faz Amigos", com ROSALI KELLERMANN.13h45 - Animação cultural com Roger Castro 14h15 - Encontro e sessão de autógrafos com o escritor DILAN CAMARGO19h30 – Palestra com o escritor MOACYR SCLIAR, patrono da XX Feira do Livro de Santa Cruz do Sul com o tema “Ler é Um Espetáculo”. Local: Auditório do Colégio São Luís
Quarta - 06/068h30 - Animação cultural com Roger Castro 9h15 – Encontro e sessão de autógrafos com o escritor DILAN CAMARGO10h – Encontro com o escritor MARLON DE ALMEIDA. 13h45 – Animação cultural com Roger Castro14h15 - Encontro com o escritor MARLON DE ALMEIDA. 15h – Encontro e narração de histórias com a autora VALQUÍRIA AYRES GARCIA
Quinta - 07/069h às 18h – Mateada com ervateira Ximango9h30 – Animação cultural com Roger Castro10h– Encontro com a escritora e contadora de histórias VALQUÍRIA AYRES GARCIA11h – Literatura dramatizada “O CONTADOR”, com o ator Neidmar Roger. 14h30 – Animação cultural com Roger Castro15h15 – Encontro e roda de poesia com o escritor e brincadeiro MÁRIO PIRATA17h - Literatura dramatizada “O Contador”, com o ator NEIDMAR ROGER.
Sexta - 08/068h30 - Animação cultural com Roger Castro9h15 - Encontro e sessão de autógrafos com a escritora GLÁUCIA DE SOUZA.13h45 - Animação cultural com Roger Castro14h15 - Encontro e sessão de autógrafos com a escritora GLÁUCIA DE SOUZA.
Sábado - 09/0610h às 18h - Mateada com a ervateira Ximango10h30 – Encontro com a autora VILMA VIANA, com lançamento do livro “O Ventre da Maria Fumaça”14h30 – Sarau literário sob a coordenação do escritor e mágico Eric Chartiot e sessão coletiva de autógrafos com os autores e respectivas obras a seguir: Valquíria Ayres Garcia,“O Sapo Sapoffe”; Vilma Viana, “O Ventre da Maria Fumaça”; José Emir de Souza Soares, “Primavera Permanente”; Claudete Sulzbacher, “Panorâmicas Palavras”; Isabel Mueller, “Alumbramento”; Aline Tonini, “Como é Viver nos EUA”; Guido Kuhn, “Um Homem de Fibra”; Odilon Blank, “Galileu Galilei”; André Saut, “A Lenda da Gota de Orvalho”; José Alberto Wenzel, “Migalha Inteira”.
Domingo – 10/0614h às 19h – Mateada com a ervateira Ximango15h30 - Literatura dramatizada “O CONTADOR”, com o ator Neidmar Roger. 16h – Teatro de rua TILL com grupo Viramundos, da UPF (Passo Fundo). Local: Quadra da Marechal Floriano, em frente à praça. 17h – Show musical “Tradições Contemporâneas”, projeto Sonora Brasil com o Grupo de Percussão da Universidade Federal da Bahia.19h – Encerramento da XX FEIRA DO LIVRO DE SANTA CRUZ DO SUL Última Atualização ( 29 de May de 2007 )

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Prêmio TIM de música 2007

Nesta última quarta-feira, dia 16 de maio, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro aconteceu a entrega do Prêmio TIM de Música.
Bem no fundo, acho uma premiação "bla-bla-blá"... Mas sempre tem algum benefício se a gente forçar a vista...
Para mim, a única coisa que valeu foi na categoria MPB... Trabalhos dignos de prêmios! Até o TIM...

Veja, alguns dos trabalhos que achei que valia a pena citar. A lista completa pode ser vista no http://musica.terra.com.br/interna/0,,OI1620222-EI1267,00.html - do Terra.

- Categoria Projeto Visual
Maria Bethânia, disco Pirata - Gringo Cardia (Biscoito Fino)

- Categoria Revelação
Marcos Tardelli (Biscoito Fino)

- Categoria MPB
Melhor disco: Mar de Sophia, de Maria Bethânia, produtor Moogie Canazio (Biscoito Fino)
Melhor grupo: Chicas (Quem vai comprar nosso barulho - Independente)
Melhor Cantora: Maria Bethânia Mar de Sophia e Pirata - Biscoito Fino)

- Categoria Pop/Rock
Melhor disco: Cê, de Caetano Veloso, produtores Pedro Sá e Moreno Veloso (Universal)
Melhor cantor: Caetano Veloso
Melhor cantora: Marisa Monte (Infinito Particular - EMI)

- Voto Popular
Cantora: Marisa Monte

segunda-feira, 7 de maio de 2007

La Revancha del Tango



Um som que eu não consigo parar de ouvir!!!






O Gotan Project é formado por um trio composto por um argentino, um francês e um suíço. Juntos, eles transformaram a boa e velha música de Gardel através de incorporações da eletrônica. A inusitada mistura de bandolins, piano, violino, guitarra e voz sobre bases sintéticas agradaram ao público.


No site do trio tem músicas e vídeos.


-> Gotan ProjectEn el 2006, parece una obviedad. Y sin embargo, apenas cinco años atrás ¿quién hubiera anunciado el éxito rotundo de Gotan Project?Demos marcha atrás, hasta la génesis de la historia. En 1998, el guitarrista Eduardo Makaroff conoce a Philippe Cohen-Solal, músico y fundador del sello discográfico ¡Ya Basta! En aquel entonces, este último trabajaba con el suizo Christoph H Müller. Uno viene de Buenos Aires, se destacó en el mundo del rock, pero mamó tango. Los otros dos son socios desde hace algunos años, escultores de vinilo y artífices de sonidos. A ellos debemos, entre otras cosas, "The Boyz From Brazil", una bomba para las pistas de baile. Así, deciden poner en común sus habilidades con el fin de elaborar una síntesis inédita, entre tango y música electrónica. Se dan un nombre: Gotan, inversión de las sílabas de "tango", en alusión al modo de hablar que se usa tanto en París como en Buenos Aires. ¿Cómo introducir los procedimientos de producción del home-studio en el rígido sistema del tango? A través de la experimentación en torno a algunos clásicos, empezando por "Vuelvo Al Sur" de Astor Piazzolla, compositor que supo imponer el nuevo tango. Deciden quedarse con su espíritu, más allá de las letras. Convocan luego a un equipo de expertos: una española que se las trae, una violinista de formación clásica, amante del jazz, un par de argentinos de París, como Nini Flores en bandoneón y Gustavo Beytelmann al piano. Esta elección será clave para abordar el desafío rítmico con las conexiones adecuadas. Y, por su parte, el dub será el factor de unión indispensable. Tras algunas pruebas, se logra "Vuelvo Al Sur", a la que sigue un lado B, "El Capitalismo Foráneo". Este primer maxi pronto se convertirá en un clásico para muchos DJ. Se suceden varios títulos más, como "Tríptico", "Santa María (del Buen Ayre)", etc. Ya es hora de que el trío lance su primer álbum. Entonces aparece "La Revancha Del Tango", en el año 2001. El disco dará la vuelta al globo y Gotan Project iniciará un periplo que lo lleva a pisar los escenarios del mundo entero, desde Japón hasta Estados Unidos. Entre un aeropuerto y otro piensan en el próximo paso. ¿Qué hacer una vez pasada la sorpresa? Retomar el camino, precisamente donde lo habían dejado y, a partir de allí, seguir adentrándose cada vez más en las profundidades de la tradición, para extraerle nuevos rumbos. La ambición de este segundo álbum se entiende desde esta perspectiva. En los últimos cinco años, el trío ha aprendido mucho, junto a los mejores, sin perder el impulso que los lleva a intentarlo todo. Han tomado distancia, el envión indispensable para proyectarse aún más lejos.En este disco, son los mismos pero diferentes. Ya lo anuncia el título del primer single: "Diferente". ¿Qué ha cambiado entonces? Para empezar, una visión más amplia de la historia, del repertorio. A partir de "La Revancha Del Tango", ellos mismos forman parte del asunto, suscitando vocaciones "electrónicas" desde Oslo hasta Buenos Aires. Esta vez, son los únicos compositores de unos pretextos melódicos que se inspiran de los más grandes de todos los tiempos, entre ellos, Carlos Gardel, quien les sopla el título del álbum, "Lunático". Dicho de otro modo, se afirman como autores-compositores, sin dejar de lado ese talento para hacer bailar las máquinas. En aras de la variedad, Gotan Project ha invitado a grandes personalidades que demuestran la extrema versatilidad que puede adquirir el tango en 2006. Tango golpeado, tango declamado, tango cantado, tango desfasado, tango visitado con Calexico... El abanico de posibilidades incita a rever todo juicio apresurado acerca de esta melancolía hecha música. Para este nuevo álbum, el trío ha reforzado su colaboración con el pianista Gustavo Beytelmann, un argentino que vive en París desde hace más de 25 años, reconocido por su escritura y su gusto por la aventura. Esta vez se le han encargado los arreglos para cuerdas, violines y violoncelos, que se grabaron en el mítico estudio Ion, en Buenos Aires. Por eso ofrece vibraciones acústicas de gran calidad. Por eso este segundo opus tiene un contorno más cinematográfico... Sin alejarse del formato canción. Resultado: "Lunático" multiplica los discursos. Desde las palabras pronunciadas por Cáceres, desde aquellas proclamadas por Jimi Santos - dos modos de reivindicar las raíces negras de Argentina - hasta el rap plagado de citas al mejor estilo tanguero... Sin olvidar las canciones dulce-amargas que interpreta Cristina Vilallonga. No, definitivamente el tango no ha dicho su última palabra.

[ Do site oficial www.gotanproject.com ]

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Caio Fernando Abreu

Exato para um dia como hoje...


DOIS OU TRÊS ALMOÇOS. UNS SILÊNCIOS.

Fragmentos disso que chamamos de "minha vida".


*** *** ***


Há alguns dias, Deus — ou isso que chamamos assim, tão descuidadamente, de Deus —, enviou-me certo presente ambíguo: uma possibilidade de amor. Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, de amor. E você sabe a que me refiro.

Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer — eu já estava lá dentro. E estar dentro daquilo era bom. Não me entenda mal — não aconteceu qualquer intimidade dessas que você certamente imagina. Na verdade, não aconteceu quase nada. Dois ou três almoços, uns silêncios. Fragmentos disso que chamamos, com aquele mesmo descuido, de "minha vida". Outros fragmentos, daquela "outra vida". De repente cruzadas ali, por puro mistério, sobre as toalhas brancas e os copos de vinho ou água, entre casquinhas de pão e cinzeiros cheios que os garçons rapidamente esvaziavam para que nos sentíssemos limpos. E nos sentíamos.

Por trás do que acontecia, eu redescobria magias sem susto algum. E de repente me sentia protegido, você sabe como: a vida toda, esses pedacinhos desconexos, se armavam de outro jeito, fazendo sentido. Nada de mal me aconteceria, tinha certeza, enquanto estivesse dentro do campo magnético daquela outra pessoa. Os olhos da outra pessoa me olhavam e me reconheciam como outra pessoa, e suavemente faziam perguntas, investigavam terrenos: ah você não come açúcar, ah você não bebe uísque, ah você é do signo de Libra. Traçando esboços, os dois. Tateando traços difusos, vagas promessas.

Nunca mais sair do centro daquele espaço para as duras ruas anônimas. Nunca mais sair daquele colo quente que é ter uma face para outra pessoa que também tem uma face para você, no meio da tralha desimportante e sem rosto de cada dia atravancando o coração. Mas no quarto, quinto dia, um trecho obsessivo do conto de Clarice Lispector "Tentação" na cabeça estonteada de encanto: "Mas ambos estavam comprometidos. Ele, com sua natureza aprisionada. Ela, com sua infância impossível". Cito de memória, não sei se correto. Fala no encontro de uma menina ruiva, sentada num degrau às três da tarde, com um cão basset também ruivo, que passa acorrentado. Ele pára. Os dois se olham. Cintilam, prometidos. A dona o puxa. Ele se vai. E nada acontece.

De mais a mais, eu não queria. Seria preciso forjar climas, insinuar convites, servir vinhos, acender velas, fazer caras. Para talvez ouvir não. A não ser que soprasse tanto vento que velejasse por si. Não velejou. Além disso, sem perceber, eu estava dentro da aprendizagem solitária do não-pedir. Só compreendi dias depois, quando um amigo me falou — descuidado, também — em pequenas epifanias. Miudinhas, quase pífias revelações de Deus feito jóias encravadas no dia-a-dia.

Era isso — aquela outra vida, inesperadamente misturada à minha, olhando a minha opaca vida com os mesmos olhos atentos com que eu a olhava: uma pequena epifania. Em seguida vieram o tempo, a distância, a poeira soprando. Mas eu trouxe de lá a memória de qualquer coisa macia que tem me alimentado nestes dias seguintes de ausência e fome. Sobretudo à noite, aos domingos. Recuperei um jeito de fumar olhando para trás das janelas, vendo o que ninguém veria.

Atrás das janelas, retomo esse momento de mel e sangue que Deus colocou tão rápido, e com tanta delicadeza, frente aos meus olhos há tanto tempo incapazes de ver: uma possibilidade de amor. Curvo a cabeça, agradecido. E se estendo a mão, no meio da poeira de dentro de mim, posso tocar também em outra coisa. Essa pequena epifania. Com corpo e face. Que reponho devagar, traço a traço, quando estou só e tenho medo. Sorrio, então. E quase paro de sentir fome.


(Publicado no jornal "O Estado de S. Paulo", 22/04/1986)

Nenhum de Nós

Nenhum de Nós