a depressão é um poço mais fundo
que o fundo do poço mais fundo
é morte
é escuridão
mas a vontade não cessa
como diz a lenda
e o fundo do poço tem chão
para pisar
mais fundo para cavar
até sair no Japão
a depressão é vida
serenata dos pensamentos próprios
renascer de cinzas
um ranger de juntas enferrujadas
prontas para um novo banho de sol...
» Para o Ander...
terça-feira, 25 de setembro de 2007
domingo, 2 de setembro de 2007
A PONTE
4:45 da manhã e o telefone berrava ferindo a madrugada e me tirando de um sono nada tranqüilo.
- Alô!? murmurei, (nunca sei acordar de uma vez).
- Jajah?
- Hm?
- Acorda. Isto é realidade. Ouve as palavras mágicas: "Thedy, Nenhum de Nós, Thedy, Nenhum de Nós, Thedy..."
- Tá! Cala a boca! Já acordei. Que houve? Onde você está?
- Tudo bem. Estou em casa, não sou sonâmbulo.
- ha-ha-ha, retruquei.
Levantei devagar. Procurei meus óculos, peguei o blusão que estava no tapete e fui para o seu quarto. Entrei sem fazer barulho. A cama estava em ordem. Parecia que ele acabara de deitar, aliás, nos últimos dias ele não bagunçava a cama nem o sofá nem o quarto. Estava tão leve que parecia flutuar sobre as coisas. Ou tão pálido que as coisas já não o percebiam.
- Sonhei contigo.
- Ah. Que lindo. Que bom que você me ama tanto que nem dormindo quer ficar longe, respondi, mas aguenta até o sol nascer, tá? dei-lhe um beijo e disse boa noite!
- Segura esse sarcásmo doce, bicha-fora-do-corpo. Ainda não me conformo de você ter nascido mulher e essa alma de Drag... E esse cabelo esvoaçante? Tinha vento no corredor, né?!
Risadas bêbadas.
Deu saudade dos nossos porres que terminavam sempre numa bela vomitada no canteiro da José do Patrocínio ou no portão da casa dele. Bebemos uma vez depois que começou a tomar os remédios e ele foi parar na UTI. O médico disse que ele não poderia beber nada de álcool ou ácido nunca mais. Eu não bebi mais também.
A voz aguda disse: - Foi um sonho muito louco.
- Desde quando maconheiros como a gente, se é que somos mesmo gente, não tem sonhos "loucos"!?
- É sério! Esse foi diferente. Acordei assustado e ainda estou com medo.
- Me conta como foi, proferi sem pensar muito enquanto sentava numa cadeira do lado da cama.
- Ventava tanto que a gente não se ouvia bem. Era numa estradinha, como uma clareira, na verdade parecia ser um rastro, porque era preciso que ficássemos um atrás do outro. Fazia calor. Estávamos cansados, tão cansados que eu me arrastava e chorava de dor. Era uma floresta desconhecida e anoitecia de pressa. Ouvíamos um som de águas correntes que ficava cada vez mais forte na direção em que andávamos. Antes de começar a chover avistamos uma ponte de madeira e corda. Era uma ponte muito velha e próxima dum riacho que parecia ser fundo. Era sujo e eu vi umas pedras com limo em alguns lugares. E eu pensava que não daria tempo mesmo assim.
- Tempo de quê? perguntei.
- Não sei. Tento lembrar, mas não faço idéia para onde estávamos indo. Mas você e eu tínhamos muita pressa. Aí você correu na minha frente e eu até senti medo porque pensei que ia ficar para trás. Sabe desespero de sonho? Quando a voz abafa e você quer gritar mas ninguém ouve?... Mas você voltou mais rápido ainda e me levou até a ponte. Disse que era melhor atravessar logo porque ia chover e se demorássemos mais não chegaríamos a tempo.
- Então não era eu, eu disse rindo, você sabe que não sei nadar e morro de medo de cair na água. Não caminho sobre pinguelas.
Ele me olhou como se não fosse mais ele que estivesse alí e sim um anjo branco, de mãos muito finas e brancas, vestido de branco naquele quarto que tinha cheiros brancos. Acho que tinha uma lágrima no seu olho, ou era o meu que tinha e eu não percebi.
- Você disse que não tinha mais medo porque agora sabia voar. E se nós caíssemos você voaria comigo nos braços.
Um nó enorme na garganta que desceu seco até o estômago onde caiu e ficou queimando as tripas, os rins, o fígado, tudo por dentro. Eu voava e te carregava? Queria te levar agora para o céu. Com minhas asas de cigarra...
Segurei forte na sua mão suada e fria, fechei os olhos e sussurrei confirmando o segredo de minhas asas escondidas: - Atravessa comigo a ponte.
(:Jajá Martiny:)
- Alô!? murmurei, (nunca sei acordar de uma vez).
- Jajah?
- Hm?
- Acorda. Isto é realidade. Ouve as palavras mágicas: "Thedy, Nenhum de Nós, Thedy, Nenhum de Nós, Thedy..."
- Tá! Cala a boca! Já acordei. Que houve? Onde você está?
- Tudo bem. Estou em casa, não sou sonâmbulo.
- ha-ha-ha, retruquei.
Levantei devagar. Procurei meus óculos, peguei o blusão que estava no tapete e fui para o seu quarto. Entrei sem fazer barulho. A cama estava em ordem. Parecia que ele acabara de deitar, aliás, nos últimos dias ele não bagunçava a cama nem o sofá nem o quarto. Estava tão leve que parecia flutuar sobre as coisas. Ou tão pálido que as coisas já não o percebiam.
- Sonhei contigo.
- Ah. Que lindo. Que bom que você me ama tanto que nem dormindo quer ficar longe, respondi, mas aguenta até o sol nascer, tá? dei-lhe um beijo e disse boa noite!
- Segura esse sarcásmo doce, bicha-fora-do-corpo. Ainda não me conformo de você ter nascido mulher e essa alma de Drag... E esse cabelo esvoaçante? Tinha vento no corredor, né?!
Risadas bêbadas.
Deu saudade dos nossos porres que terminavam sempre numa bela vomitada no canteiro da José do Patrocínio ou no portão da casa dele. Bebemos uma vez depois que começou a tomar os remédios e ele foi parar na UTI. O médico disse que ele não poderia beber nada de álcool ou ácido nunca mais. Eu não bebi mais também.
A voz aguda disse: - Foi um sonho muito louco.
- Desde quando maconheiros como a gente, se é que somos mesmo gente, não tem sonhos "loucos"!?
- É sério! Esse foi diferente. Acordei assustado e ainda estou com medo.
- Me conta como foi, proferi sem pensar muito enquanto sentava numa cadeira do lado da cama.
- Ventava tanto que a gente não se ouvia bem. Era numa estradinha, como uma clareira, na verdade parecia ser um rastro, porque era preciso que ficássemos um atrás do outro. Fazia calor. Estávamos cansados, tão cansados que eu me arrastava e chorava de dor. Era uma floresta desconhecida e anoitecia de pressa. Ouvíamos um som de águas correntes que ficava cada vez mais forte na direção em que andávamos. Antes de começar a chover avistamos uma ponte de madeira e corda. Era uma ponte muito velha e próxima dum riacho que parecia ser fundo. Era sujo e eu vi umas pedras com limo em alguns lugares. E eu pensava que não daria tempo mesmo assim.
- Tempo de quê? perguntei.
- Não sei. Tento lembrar, mas não faço idéia para onde estávamos indo. Mas você e eu tínhamos muita pressa. Aí você correu na minha frente e eu até senti medo porque pensei que ia ficar para trás. Sabe desespero de sonho? Quando a voz abafa e você quer gritar mas ninguém ouve?... Mas você voltou mais rápido ainda e me levou até a ponte. Disse que era melhor atravessar logo porque ia chover e se demorássemos mais não chegaríamos a tempo.
- Então não era eu, eu disse rindo, você sabe que não sei nadar e morro de medo de cair na água. Não caminho sobre pinguelas.
Ele me olhou como se não fosse mais ele que estivesse alí e sim um anjo branco, de mãos muito finas e brancas, vestido de branco naquele quarto que tinha cheiros brancos. Acho que tinha uma lágrima no seu olho, ou era o meu que tinha e eu não percebi.
- Você disse que não tinha mais medo porque agora sabia voar. E se nós caíssemos você voaria comigo nos braços.
Um nó enorme na garganta que desceu seco até o estômago onde caiu e ficou queimando as tripas, os rins, o fígado, tudo por dentro. Eu voava e te carregava? Queria te levar agora para o céu. Com minhas asas de cigarra...
Segurei forte na sua mão suada e fria, fechei os olhos e sussurrei confirmando o segredo de minhas asas escondidas: - Atravessa comigo a ponte.
(:Jajá Martiny:)
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
AMA AS TUAS ROSAS

Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.
A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-próprios.
Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.
Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te.
A resposta
Está além dos deuses.
Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.
(Ricardo Reis)
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
terça-feira, 7 de agosto de 2007
... e o que é o amor? EU SEI!
FELIZ ANIVERSÁRIO, S.E.R. DO MEU CORAÇÃO!!!

Eu não pedi pra nascerEu não nasci pra perderNem vou sobrar de vitimaDas circunstanciasEu tô plugado na vidaEu tô curando a feridaAs vezes eu me sintoUma bala perdidaVocê é bem como euConhece o que é ser assimSó que dessa historiaNinguém sabe o fimVocê não leva pra casaE só faz o querEu sou seu homemVocê é minha mulherE a gente vive juntoE a gente se dá bemNão desejamos mal a quase ninguémE a gente vai a lutaE conhece a dorConsiderando justaToda forma de amor
sexta-feira, 27 de julho de 2007
NÃO SE DISCUTE
Vontade de não fazer nada...
Só olhar o movimento das árvores aqui do LaSalle coloridas por este sol tímido. Queria viver num mundo mais livre... Me enche o saco, às vezes, falar com quem sei que não gosta de mim, falar com quem não gosto, vestir roupas que não quero, ir em festas quando estou com mau-humor, ler livros desinteressantes, rir de piadas idiotas...
Aqui na biblioteca é OUTRO MUNDO, certamente.
Eu era bem criança ainda e ficava imaginando estórias mágicas, de livros encantados e fantasmas que habitavam a Biblioteca da minha primeira escola. Num descuido, vez ou outra, viajo entre os mistérios das entantes esperando algum livro envolvido em poção ou com alguma maldição saltar das prateleiras direto à mim. E quando aberto me engole para suas páginas muito velhas, numa nuvem prateada igual a dos desenhos. Talvez eu até voe, porque, provavelmente, seja este o meio de transporte naquele mundo. Deve até tocar uma musiquinha de fadas que se escondem envergonhadas nas folhagens. E eles devem temer alguma grande voz. Feroz e turbulenta que chega sempre sem aviso, vinda da floresta, onde fadas, anões e cavalos-alados nunca vão. E quando me assusto da voz eles fazem sinal de silêncio com os dedinhos na frente da boca para que eu tenha cuidado. Quem sabe se com meu conhecimento de tantas fábulas eu possa ajudá-los. E juntos, voando coloridos, nós descobrimos no final que o monstro não passava de ilusão que a nossa ingenuidade infantil não via maldade. E depois de "todos vivendo felizes para sempre" eles viriam me visitar, iluminando alguns caminhos negros e sem música desta realidade interminável que foi escrita a garranchos por um "autor desconhecido". Que ninguém ousa questionar, corrigir, debater.
"Não se discute", eles dizem.
Só queria viver num mundo mais livre...
Só olhar o movimento das árvores aqui do LaSalle coloridas por este sol tímido. Queria viver num mundo mais livre... Me enche o saco, às vezes, falar com quem sei que não gosta de mim, falar com quem não gosto, vestir roupas que não quero, ir em festas quando estou com mau-humor, ler livros desinteressantes, rir de piadas idiotas...
Aqui na biblioteca é OUTRO MUNDO, certamente.
Eu era bem criança ainda e ficava imaginando estórias mágicas, de livros encantados e fantasmas que habitavam a Biblioteca da minha primeira escola. Num descuido, vez ou outra, viajo entre os mistérios das entantes esperando algum livro envolvido em poção ou com alguma maldição saltar das prateleiras direto à mim. E quando aberto me engole para suas páginas muito velhas, numa nuvem prateada igual a dos desenhos. Talvez eu até voe, porque, provavelmente, seja este o meio de transporte naquele mundo. Deve até tocar uma musiquinha de fadas que se escondem envergonhadas nas folhagens. E eles devem temer alguma grande voz. Feroz e turbulenta que chega sempre sem aviso, vinda da floresta, onde fadas, anões e cavalos-alados nunca vão. E quando me assusto da voz eles fazem sinal de silêncio com os dedinhos na frente da boca para que eu tenha cuidado. Quem sabe se com meu conhecimento de tantas fábulas eu possa ajudá-los. E juntos, voando coloridos, nós descobrimos no final que o monstro não passava de ilusão que a nossa ingenuidade infantil não via maldade. E depois de "todos vivendo felizes para sempre" eles viriam me visitar, iluminando alguns caminhos negros e sem música desta realidade interminável que foi escrita a garranchos por um "autor desconhecido". Que ninguém ousa questionar, corrigir, debater.
"Não se discute", eles dizem.
Só queria viver num mundo mais livre...
quinta-feira, 26 de julho de 2007
terça-feira, 24 de julho de 2007
ASSIS BRASIL
Conheça a biblioteca ideal do escritor Assis Brasil
Por L&PM Editores
Por L&PM Editores
Poucos conseguem imprimir seu universo particular de maneira tão apaixonada e fiel quanto o gaúcho Luiz Antonio de Assis Brasil, aclamado por críticos e leitores como um dos mais expressivos autores da literatura do Rio Grande do Sul. “O que mais caracteriza meus romances é o fato de os temas estarem ligados ao Sul”, reconhece o escritor. “Não ao Sul épico ou ao Sul-clichê, mas o Sul que nada mais é do que uma fração da Humanidade, em que estão representadas todas as modalidades e contingências da vida. O porquê dessa fixação? Porque sou do Sul. É o meu espaço existencial.”
Nascido em 1945 na cidade de Porto Alegre, onde se doutorou em Letras pela PUC-RS, Assis Brasil comenta que, desde criança, sempre foi um leitor ávido. “Acho que isso decorreu, em parte, de minha infância algo ‘protegida’ por meus pais. O livro, para mim, era fonte de liberdade e imaginação. E o que foi determinante: tive uma excelente formação secundária no colégio Anchieta, com os padres jesuítas, que estimulavam a leitura e os debates calorosos a respeito dos temas. Esse universo me fascinou – a descoberta dos clássicos (o primeiro foi Eça de Queiróz; o segundo, Flaubert), o estudo de Homero, Cervantes, Shakespeare, Victor Hugo...”
A trajetória profissional do escritor teve início em 1974, quando se recuperava de um sério problema de saúde. O primeiro livro, Um quarto de légua em quadro, planejado inicialmente para ser uma obra histórica sobre o povoamento açoriano do Rio Grande do Sul (ele é descendente de açorianos por parte de pai e mãe), acabou virando um romance. Atualmente com 18 livros publicados, o autor constata que seu estilo passou por uma sensível evolução nos últimos cinco anos. O pintor de retratos (que, junto com Luiz Ruffato, recebeu o prêmio Machado de Assis em 2001), A margem imóvel do rio (premiado em 2004, em diversas posições, com o Jabuti, Portugal Telecom e como livro do ano pela Associação Gaúcha de Escritores) e Música perdida (lançado em 2006) refletem esse novo momento, com uma prosa mais concisa e grande força literária.
“O tempo e a prática ajudam a encontrar os caminhos”, diz. “Depois de escrever vários livros utilizando uma linguagem extensa, de longos períodos gramaticais, senti que aquilo já não satisfazia minha expectativa de produção literária. A partir de O pintor de retratos meu processo criativo tomou novos rumos. Foi uma mudança não apenas estética, mas também de conteúdo, que teve origem quando abri, ao acaso, Cantares del mio Cid. Descobri, nesse texto medieval, a maior economia verbal que já havia encontrado. Por quais caminhos andou a literatura, que esqueceu essa lição?”
A essencialidade, a seu ver, é o que define uma boa obra. “Eis aí a melhor virtude de um texto narrativo ou poético. Escreve-se demais, elaboram-se excessivos monólogos interiores, fluxos de consciência, diálogos circulares, descrições supérfluas, que só aborrecem o leitor. Além disso, há outros fatores que contribuem para a qualidade, como a busca da palavra certa, fugir dos lugares-comuns que não levam a parte alguma, o cuidado com a sonoridade e o conteúdo da frase.”
Coordenador da Oficina de Criação Literária na Pós-Graduação em Letras da PUC-RS, na qual já estiveram grandes nomes da literatura gaúcha, como Daniel Galera, Amilcar Bettega, Clarah Averbuck, Letícia Wierzchowski, Michel Laub e Cíntia Moscovich, Assis Brasil considera que, para ser proveitosa, a leitura deve ser verdadeira. Ou seja, ela não deve ser confundida com mera ilustração ou passatempo. A literatura, conforme ressalta, deve exigir do leitor um esforço para ir além do texto e mergulhar nas intenções subterrâneas do autor, o que é bastante recompensador.
“A literatura oferece a possibilidade de criar universos imaginários, dando-lhes uma roupagem verossímil. Surpreende-me, sempre, como uma ficção pode nos ensinar algo sobre o mundo, mais até do que os livros científicos”, observa. “Literatura é uma arte, mas é também uma forma de conhecer a vida. É a possibilidade de aumentar os horizontes e de buscar respostas para as grandes questões do homem. Todo leitor é alguém que deseja ser diferente. Não apenas é mais sensível, como também mais sábio. E a sabedoria é um grande conforto.”
Entre as obras contemporâneas (ou quase-contemporâneas) que considera mais interessantes, o escritor recomenda:
O náufrago, de Thomas Bernhard. É o exemplo perfeito de uma história bem contada, que nos remete à eterna luta entre o talento, o desejo e tudo o que existe para contrapor-se. Mostra o imaginário de um músico obcecado por uma certa música, no caso, as As variações Goldberg, de Bach.
O perdido, de Hans-Ulrich Treichel. Belíssima história situada na Alemanha atual, mas que busca nas perdas da Grande Guerra uma forma de absolver-se do passado (e do presente).
A senhora Beate e seu filho, de Arthur Schnitzler. Uma narrativa extraordinária de uma relação afetiva entre mãe e filho, uma relação destruidora e patética.
Cidade de vidro, de Paul Auster, autor que me surpreende cada vez mais. Embora seja dos mais antigos, este livro contém, num estado mais puro, toda a temática que depois ele desenvolveria.
Freud, de René Major e Chantal Talagrand. Mais que apenas uma biografia, este é um instigante estudo da personalidade múltipla do criador da psicanálise, em sintonia com sua obra. Raramente se consegue ler algo tão completo e tão pensado como uma integralidade.
Finalmente, o recém-‘relançado’ A fera na selva, de Henry James, sobre o amor e a impossibilidade de amar, com tradução impecável de Fernando Sabino. Quando a personagem percebe que o amor, ‘essa fera na selva’, ataca a pessoa amada, já é tarde... De tudo o que li, esta é a novela que mais impressionou.

Fonte: Livraria Cultura
terça-feira, 17 de julho de 2007
NENHUM ABRINDO OS CÉUS DE SAMPA
Local: Teatro Popular do SESI
Horário: Terça-feira às 20 horas
Duração: Aproximadamente 80 minutos
Capacidade: 456 lugares
Ingressos: Preço promocional R$ 3,00 (promoção não cumulativa - não dá direito a meia entrada). Vendas na bilheteria do teatro ou pela Ticketmaster, (11) 6846-6000 ou http://www.ticketmaster.com.br/
O repertório do show Nenhum a céu aberto contará com sucessos Camila, Vou Deixar que você se vá e Amanhã ou Depois da banda gaúcha.
Com mais de 20 anos de carreira, o grupo tem seu trabalho voltado para as tradições rock e folck com absorção de elementos regionais.
O álbum Acústico ao Vivo foi um dos mais vendidos de sua carreira e premiado pela ABPM com disco de ouro em 2000, mesmo sucesso obtido quatro anos depois com o CD Acústico 2. O quinteto é formado por Thedy Correa (baixo e vocal), Carlos Stein (guitarra), Sady Homrich (bateria), Veco Marques (violões, guitarra e bandolim) e João Vicenti (teclados e acordeão).
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